Terremoto no Peru mata mais de 500
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quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Das agências 
Lima- Os mortos no terremoto que atingiu anteontem o Peru já ultrapassavam a 500, segundo balanço divulgado pela Defesa Civil peruana. Ao menos outras 1.600 pessoas ficaram feridas. O Centro Geológico de Pesquisas dos Estados Unidos informou que o tremor chegou a 8 graus na escala Richter. Ao menos 15 tremores de até 6,3 graus seguiram o primeiro abalo.
As áreas de maior destruição foram a cidade portuária de Pisco, ao sudeste de Lima, onde se localizou o epicentro do terremoto, e a cidade de Ica, que fica próxima de uma área desértica no leste do país. Segundo o prefeito de Pisco, ao menos 200 pessoas que assistiam a uma missa foram soterradas pelos escombros de uma igreja que veio abaixo após o forte tremor.
''Há dezenas de mortos nas ruas'', afirmou o prefeito, Juan Mendoza, à rádio peruana CPN. ''Não temos eletricidade, água nem meios de comunicação. Muitas casas ruíram. Igrejas, lojas e hotéis, tudo foi destruída'', lamentou o prefeito da cidade.
Em Ica, cidade de 120 mil habitantes, cerca de 25% das construções ruíram e ao menos 57 corpos foram levados para o necrotério. Feridos e familiares lotaram os hospitais. Muitas igrejas da cidade desabaram, entre elas uma construção histórica.
Centenas de policiais, soldados e médicos foram enviados para as regiões afetadas, mas o tráfego ficou paralisado em vários pontos devido a queda de fiações elétricas ao sul de Lima.
De acordo com o presidente peruano, Alan Garcia, a pior destruição ocorreu em Canete, Chincha e Ica. Em Lima, a cerca de 150 km do epicentro do tremor, foi registrada uma morte.
O executivo brasileiro Juliano Cardoso, 38, relatou por telefone os momentos assustadores que passou na noite de quarta-feira, ao vivenciar o terremoto. ''Fui testemunha de tremores por 30 ou 40 vezes no Chile, onde vivo há 4 anos, mas nunca vivi um terremoto como este'', disse Cardoso, responsável por operações de uma empresa de certificação no Chile e no Peru, por telefone de Lima à reportagem. No momento do terremoto, Cardoso estava no aeroporto da capital.
''Foi um caos'', afirmou Fernando Calderon, cidadão americano que visitava o Peru. ''Todos começaram a gritar e a correr, com medo que de os prédios começassem a cair. Foi uma experiência horrível, porque não houve nenhum aviso'', acrescentou.


