Argel Pelo menos 1.092 pessoas morreram e 6.782 ficaram feridas no terremoto de grande intensidade que atingiu Argel e seus arredores quarta-feira, segundo número oficial do ministério do Interior divulgado ontem, mas que poderá se agravar nas próximas horas. O serviço de resgate procura novas vítimas e possíveis sobreviventes entre os escombros.
A terra começou a tremer às 19H44 locaism de quarta-feira e causou pânico entre os moradores de Argel e do departamento vizinho de Burmedes (50 km a leste da capital), que deixaram apressadamente suas casas enquanto que outros mil ficaram sob os escombros de dezenas de prédios e casas que desabaram.
A ajuda aos feridos e os trabalhos de busca nos escombros começaram durante a noite. O epicentro do terremoto, segundo o centro argelino de pesquisa astronômica e astrofísica (CRAAG), situou-se entre Thenia e Zemmuri. De acordo com o observatório de Estrasburgo (norte da França), o terremoto foi de 6 graus de magnitude, enquanto que o centro sismológico americano o situou em 6,8 graus.
Um especialista do CRAAG explicou, sem conseguir tranquilizar os assustados argelinos, que os terremotos menores que se seguem a cada sismo, continuarão sendo sentidos nos próximos dias mas serão pequenos e tenderão a desaparecer progressivamente .
O tremor de terra também foi percebido na costa mediterrânea espanhola, segundo o Instituto geográfico, mas não houve vítimas no país, até o momento.
Na Argélia, dezenas de edifícios, muitos recém-construídos, desabaram como cartas de baralho, sobretudo nas cidades de Bumerdes e Ain Taya, onde 12 prédios e 40 casas não resistiram ao abalo violento que durou vários segundos. Muitas pessoas também foram feridas ou morreram, atingidas por pedras ou pedaços de cimento que caíram dos edifícios.
Aterrorizadas, as pessoas foram para as ruas, concentrando-se nos jardins públicos ou em grandes espaços abertos.
Centenas de mulheres e crianças dormiram ao ar livre apesar do frio que fazia, ou improvisaram camas no interior de veículos, nos pátios das escolas ou nos parques públicos.
Muitos argelinos quiseram ir de automóvel a Burmedes, para saber de seus familiares. Por isso, houve grandes engarrafamentos à saída de Argel, agravados depois com a destruição de pistas de várias estradas atingidas.

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