Rabat - Um violento terremoto deixou pelo menos 300 mortos e centenas de feridos na madrugada de ontem na província de Alhucemas, cidade situada na costa mediterrânea do nordeste do Marrocos.
O tremor, de uma magnitude de 6,3 graus na escala de Richter, ocorreu pouco depois das 2h da madrugada (horário local) e afetou principalmente duas pequenas localidades - Im Zuren e Ait Kamra -, situadas a alguns quilômetros ao sul de Alhucemas, de acordo com as primeiras informações fornecidas pelas autoridades locais.
Segundo o Instituto Geográfico Nacional espanhol, o epicentro se situou 15 km a sudoeste de Alhucemas. O balanço de vítimas provavelmente ainda não é definitivo, porque as equipes de primeiros socorros enviadas ao local se esforçavam para chegar aos numerosos povoados da região montanhosa do litoral, alguns deles de difícil acesso.
Centenas de pessoas feridas no tremor chegavam aos hospitais e clínicas de Alhucemas, uma cidade de mais de 100 mil habitantes. Em Im Zuren, de 20 mil habitantes, e Ait Kamra, se registraram também importantes danos materiais. Cerca de 40 prédios de pequeno tamanho e várias casas foram totalmente destruídas pelo abalo sísmico. Segundo informações de equipes de salvamento que trabalhavam ontem no local, havia várias famílias dormindo na hora do desabamento.
Mohamed Lachgar, médico responsável por uma clínica de Alhucemas, descreveu a chegada aos hospitais de inúmerosas pessoas abaladas ou feridas em um ambiente de pânico total.
As forças armadas e a gendarmeria real, os serviços de Defesa Civil e as autoridades locais puseram rapidamente mãos à obra nas localidades afetadas, informou a agência Map, precisando que o rei Mohamed VI tinha dado instruções de mobilização.
Helicópteros e materiais diversos foram mobilizados para as necessidades das operações de salvamento, precisou Map. Em Alhucemas, foi instalada um grupo de crise para coordenar as diferentes equipes, segundo a Map.
O rei Juan Carlos I da Espanha ligou para o rei do Marrocos, Mohamed VI, para oferecer ajuda e expressar a solidariedade do povo espanhol frente à catástrofe. O chefe do governo espanhol, José María Aznar, também transmitiu uma mensagem de condolências ao rei.
O novo terremoto ocorreu oito meses depois de outro tremor que abalou a vizinha Argélia, em 21 de maio de 2003, causando quase 2.300 mortos.

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