Mais de três mil pessoas morreram e milhares ficaram feridas em um terremoto que sacudiu a região norte do Afeganistão na quarta-feira passada, informou ontem à AFP um porta-voz da oposição afegã. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha em Cabul, capital afegã, disse que o Crescente Vermelho afegão já havia registrado 2.780 mortos. Funcionários afegãos na ONU falam em 4 mil mortos.
Vários distritos da província foram atingidos pelo sismo e sofreram destruições maciças, declarou o porta-voz da oposição, Faiz Mohamed, contatado em Islamabad por telefone nesta região controlada pela coalizão antitalibã.
Os distritos mais atingidos pelo sismo, que ocorreu às 19h30 locais (12h30 de Brasília), foram Rostak, Guzar Darra e Ganda Chashma. Os povoados ficam a apenas dezenas de quilômetros da fronteira com o Tadjiquistão. O terremoto atingiu 5,6 pontos na escala Richter, segundo o departamento de meteorologia de Peshawar (Norte do Paquistão).
Segundo o porta-voz, a situação é ‘‘muito grave’’ nesta região isolada onde duas mil casas foram completamente destruídas pelo terremoto. A província de Takjar, região montanhosa de difícil acesso no nordeste do Afeganistão, está sob o controle das tropas do comandante Ahmed Shah Massud, um dos principais chefes militares da coalizão de oposição. Esta região é vital para a minoria tadjique afegã do comandante Massud, pois é o único vínculo terrestre com o Tadjiquistão, no norte, e uma das principais fontes de abastecimento de Massud.

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