São Paulo - Ao menos duas pessoas morreram e 45 ficaram feridas devido a um terremoto de magnitude 6.5 que derrubou casas e danificou estradas no sul do Japão na noite de quinta-feira (horário local). Segundo a agência de meteorologia do Japão, o sismo, que colapsou ao menos 19 casas, começou às 21h26 e foi seguido por diversas réplicas secundárias, uma das quais de magnitude 5.7, às 22h07, e outra, de 6.4, pouco depois da meia-noite. O epicentro foi a 11 km a leste da cidade de Kumamoto
Trezentos e cinquenta militares foram enviados aos locais atingidos para participar dos trabalhos de resgate, anunciou o porta-voz do governo, Yoshihide Suga. Além disso, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, afirmou que o governo também mobilizou policiais, bombeiros e tropas de autodefesa.
A rede japonesa de TV NHK registrou três incêndios, cortes de água e eletricidade em ao menos 16 mil casas e o descarrilhamento de um trem de grande velocidade em Shinkansen, que não transportava passageiros. Os serviços férreos foram interrompidos para verificar as vias, como ocorre a cada vez em que abalos sísmicos são registrados.
Ainda segundo o canal estatal, os tremores foram muito fortes em alguns lugares, com uma intensidade igual, às vezes superior, ao dos sismos de 11 de março de 2011, quando o terremoto mais forte já registrado no Japão atingiu o norte do país, desencadeando um tsunami com ondas de até 40 metros.
A Kyushu Electric Power, companhia que fornece energia para a região, assegurou que nenhuma anormalidade foi registrada na usina atômica de Sendai, onde se encontram os únicos reatores japoneses em funcionamento. "Verificamos se o tremor provocou impacto em nossa central, mas tudo está funcionando normalmente neste momento", disse um responsável pela usina. Tampouco houve danos ou alterações em outras centrais nucleares situadas nas regiões afetadas de Ehime e Genkai, segundo informações fornecidas por funcionários.

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