Terremoto desabrigou milhares
PUBLICAÇÃO
sábado, 27 de setembro de 1997
Suzette Bloch France Press Roma 
Milhares de pessoas passaram a última de sexta-feira para sábado ao relento e ficaram sem as suas casas ou com suas residências em estado crítico na Itália central, onde ontem continuavam sendo registradas pequenos tremores, o que os técnicos chamam de repercussões do terremoto que matou ontem 11 pessoas e causou importantes danos materiais na sexta-feira.
O presidente da região de Umbria, Bruno Bracalente, avaliou em milhares de liras os danos e estimou que a reconstrução levará anos.
As casas de milhares de pessoas foram destruídas, disse.
Boa parte da população das áreas mais afeyadas optou por passar a noite nos arredores de suas cidades, longe das casas com paredes rachadas que ameaçam desmoronar.
Várias repercussões do terremoto foram registradas durante toda a noite e continuavam ontem. Por volta das 10 horas da manhã de ontem, um tremor entre 5 e 6 graus na escala Mercalli foi registrada pelos sismógrafos do observatório geofísico de Macerata.
Em Nocera (Umbria), paredes inteiras de edifícios do centro histórico, completamente abandonado pela população, ruíram, especialmemye parte de uma antiga igreja.
As regiões mais afetadas são as áreas montanhosas limítrofes entre Umbria e Marche, onde aldeias de 200 a 400 habitantes foram totalmente destruídas.
Centenas de abrigos e cabanas foram enviadas às regiões. Quatrocentas barracas foram instaladas em Umbria e 1.400 chegarão nas próximas horas, informaram as autoridades.
Em Foligno, os 5 mil moradores do centro histórico deixaram as suas casas e os estacionamentos, praças e avenidas se transformaram durante a noite em imensos dormitórios a céu aberto.
As cidades e povoados de Marche também sofreram as consequências do terremoto.
Nossa província está de joelhos, estimou um representante informando que 30 comunas haviam sido particularmente atingidas.


