Terremoto desabriga 20 mil
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segunda-feira, 25 de junho de 2001
Craig Mauro Agência EstadoDe Arequipa 
Pessoas que perderam suas casas no terremoto de sábado no sul do Peru pediam, ontem, ajuda do governo, enquanto a defesa civil continuava enviando socorro aos mais de 20.000 desabrigados. O terremoto de 8,1 graus de magnitude deixou 69 mortos, 66 desaparecidos, 1.126 feridos e 21.035 desabrigados nos departamentos de Arequipa, Moquegua, Tacna e Ayacucho, informou o porta-voz da defesa civil Juan Carlos Portocarrero.
A defesa civil enviou às áreas afetadas entre sábado e domingo seis aviões de carga com alimentos, medicamentos e roupas. A última das aeronaves partiu rumo a Tacna com 20 toneladas de carga. Mas é provável que um outro avião leve equipes de trabalho humanitário para auxiliarem nas tarefas assistenciais, disse Portocarrero.
Vimos um desastre natural de uma magnitude que, creio eu, adquire níveis de catástrofe nacional, disse ontem o ministro de Indústria, Juan Incháustegui, temporariamente encarregado da presidência do Conselho de Ministros. É de uma proporção assustadora, que ocorre num momento difícil para o Peru, declarou em entrevista a uma rádio local.
Só no departamento de Arequipa há 45 mortos, 53 desaparecidos, 609 feridos e mais de 5.000 desabrigados. Na cidade costeira de Camaná, em Arequipa, o abalo sísmico causou um tsunami (maremoto) que arrasou casas e centenas de hectares de terras férteis. Houve ainda 16 mortes por afogamento. Vinte pessoas estão desaparecidas na localidade.
Na cidade de Arequipa, capital do departamento, houve sérios danos em monumentos históricos coloniais. O local mais danificado foi a Catedral, onde uma das torres desabou.
Em Moquegua, cidade na qual foi registrado o maior número de danos físicos, houve 16 mortos, 162 feridos e 14.370 desabrigados. Em Tacna, na fronteira com o Chile, há oito mortos, 200 feridos, e mil desabrigados. No departamento andino de Ayacucho, foram registrados 252 feridos e 605 desabrigados. Há também 13 desaparecidos.


