Terra volta a tremer na Itália
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terça-feira, 07 de outubro de 1997
Sandrine Pittaluga France Presse Roma 
France PresseO desespero de uma mulher, diante de sua casa, destruída pelo terremotoO Centro da Itália sofreu ontem de manhã um novo abalo sísmico que, embora não tenha causado vítimas, aumentou o traumatismo da população de Umbria e das Marcas, que vive angustiada desde que começou a série de tremores na região, dia 26 de setembro.
O tremor de ontem, de uma magnitude de 4,9 graus na escala de Richter, foi o mais forte registrado desde o terremoto de 26 de setembro, que causou 11 mortos na região. Outro tremor mais fraco, na sexta-feira passada, provocou a morte por infarto de uma mulher de 75 anos em Umbria, além de novos danos materiais.
A defesa civil estimou segunda-feira à noite que a reconstrução dos edifícios privados e públicos custará entre 1,5 e 2 trilhões de liras (de 900 milhões a 1,2 bilhão de dólares), sem incluir o custo da reconstrução dos monumentos históricos.
O tremor de ontem, cujo epicentro voltou a situar-se na zona montanhosa de Colfiorito, na fronteira entre Umbria e as Marcas, foi sentido inclusive em Roma, seguido de numerosas réplicas (pequenos tremores que se sucedem a um terremoto mais forte).
O pânico apoderou-se de novo da população já traumatizada pelas centenas de abalos registrados há uma semana. Quarenta mil estão desabrigados porque suas casas foram destruídas ou estão ameaçadas de cair.
Em Assis, os habitantes fugiram do centro histórico para os arredores e dormiram em seus carros ou em tendas. Quatro feridos leves foram registrados nas Marcas.
As fortes tempestades que caíram de noite na zona agravaram ainda mais a situação. Alojada precariamente em tendas de campanha e barracas, a população espera com impaciência a instalação de casas pré-fabricadas para enfrentar o inverno.


