Terra de massacres
Ansa
De Roma
O arquipélago indonésio, povoado por 210 milhões de pessoas sobre 13.677 ilhas que se estendem sobre o Equador, foi palco de genocídios e massacres em sua história recente. Os seguintes são os mais graves.
Em 1965, por ordem do presidente Sukarno, o general Suharto sufocou de forma sangrenta uma suposta tentativa de golpe de estado comunista. Frente às manifestações contra Sukarno e às desordens cada vez mais graves que seguiram, Suharto tomou o poder em março de 1966.
No banho de sangue foram assassinados pelo menos meio milhão de comunistas e indonésios, apesar de algumas fontes falarem em 1 milhão. O Partido Comunista, um dos maiores do mundo pelo número de inscritos, foi declarado ilegal.
Há 25 anos, a ex-colônia portuguesa de Timor Leste, com 800 mil habitantes, é devastada pela guerra civil entre militantes pró-indonésios e independentistas do Fretilin, de Xanana Gusmão. A sangrenta repressão de Jacarta, além da miséria e das enfermidades, provocou mais de 200 mil mortes.
Após a queda do ex-presidente Suharto, em maio de 1998, que custou a vida de 1.200 estudantes e opositores em quatro meses de protestos, a violência étnica e religiosa explodiu em várias partes do país.
Os atos mais graves ocorrem no arquipélago de Molucas e em particular em Ambon, a capital, onde os confrontos entre muçulmanos e cristãos causaram a morte de cerca de 500 pessoas, apesar de fontes islâmicas falarem de milhares de vítimas.





