Cerca de 430 presos amotinados se renderam ontem em uma penitenciária turca, pondo fim a quatro dias de um cerco policial que causou a morte de pelo menos 24 detentos e dois soldados.
Os presos começaram a se render depois que os soldados perfuraram o teto da única prisão que ainda não estava controlada e começaram a jogar bombas de gás lacrimogêneo. Foram chamadas 18 ambulâncias para transportar a hospitais soldados e prisioneiros que inalaram gás.
O Ministério do Interior informou ontem que foram encontrados os cadáveres de outros três presos que morreram nos enfrentamentos, elevando o número de mortos para 24. Por outro lado, o Ozgur Tayad, um grupo de apoio aos prisioneiros, afirmou, sem especificar, que a cifra pode ser muito superior. A maior parte dos presos morreu depois de atear fogo contra o próprio corpo antes de se render.
Os motins começaram na terça-feira, quando cerca de 5.000 soldados entraram em 20 prisões em todo o país para tentar pôr fim a uma greve de fome, que já durava dois meses, por parte de presos de esquerda que protestavam contra sua transferência.
Também ontem, autoridades turcas começaram a pôr em prática uma lei de anistia aprovada quarta-feira pelo Parlamento. Serão libertados cerca de 35.000 presos, metade da população carcerária do país.

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