Termina greve dos transportes em Nova York
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2005
France Presse 
Nova York - Após três dias de paralisação, os funcionários dos transportes públicos da cidade de Nova York, reunidos no Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes (TWU), anunciaram sua volta ao trabalho nesta quinta-feira, para o alívio de milhões de usuários.
O sindicato ''acaba de votar pelo retorno imediato dos funcionários a seus postos de trabalho, para a retomada dos serviços de ônibus e metrô nos cinco distritos de Nova York'', anunciou Roger Toussaint, presidente do TWU.
''Voltarão imediatamente'', disse Toussaint, sem esclarecer se os serviços estarão com sua capacidade plena para transportar milhões de trabalhadores, estudantes e turistas a partir de hoje.
O Comitê Executivo do TWU aprovou o fim da greve por 38 votos a favor, cinco contra e duas abstenções, após contatos mantidos na manhã de ontem entre patrões e empregados.
A Autoridade Metropolitana dos Transportes (MTA) e a TWU voltarão a mesa de negociações para resolver a disputa em torno do novo contrato coletivo de trabalho. A primeira greve nos transportes públicos de Nova York em 25 anos provocou perdas para a cidade estimadas em 1 bilhão de dólares, segundo a Prefeitura.
Para ''restaurar o serviço pleno de ônibus e metrô o mais cedo possível, convocamos todos para que se somem ao trabalho visando realizar nossa tarefa de movimentar Nova York'', afirmou a MTA em um comunicado dirigido aos trabalhadores dos transportes.
''Esta paralisação colocou a prova a determinação desta cidade, testou suas relações e causou problemas para vocês, suas famílias e os usuários (...) Sua presença no trabalho fará uma grande diferença''.
A greve tinha entrado nesta quinta-feira em seu terceiro dia, obrigando mais de sete milhões de usuários a caminhar, pedalar ou patinar para o trabalho mais uma vez. A temperatura de 1 grau negativo no Brooklyn tornava a tarefa de seguir a pé ou de bicicleta para o trabalho algo ainda mais difícil.
O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, não repetiu ontem a travessia a pé pela ponte do Brooklyn, como fez nos primeiros dias de paralisação. A última vez que uma greve paralisou os transportes públicos de Nova York foi em 1980, quando o movimento durou 11 dias. Em 1966, outra greve suspendeu o serviço por 12 dias e levou a aprovação da Lei Taylor, que tornou ilegais as greves de funcionários públicos de Nova York.


