Paulo Sotero
Agência Estado




A corajosa campanha pública da brasileira Viviane Wagner para garantir a punição do responsável pelo pavoroso acidente automobilístico que custou a vida de sua filha, Joavianne Waltrick, de 16 anos, em janeiro do ano passado, no centro de Washington, levou à suspensão da imunidade diplomática do ministro conselheiro da embaixada da República da Georgia nos Estados Unidos, Gueorgui Makharadze, que hoje cumpre a pena de no mínimo sete anos a que foi condenado. Agora, Viviane, uma gaúcha de 36 anos, trava uma nova batalha judicial nos EUA, desta vez para permanecer no país com o marido, José Melero Filho, e os dois filhos. Ocorre que a família estava ilegalmente nos EUA quando Joavinne morreu.
A situação irregular foi constatada pelo Serviço de Imigração e Naturalização americano (INS) alguns dias depois do acidente em que Jovianne morreu esmagada. Por causa da tragédia, em fevereiro do ano passado, o INS autorizou sua família a ficar mais um ano nos EUA, mas fixou um prazo de ‘‘partida voluntária’’. Este expirou na semana atrasada e o INS concedeu uma prorrogação de um mês, até o dia 18 de março.
Os advogados de Vivianne estão tentando obter uma extensão de pelo menos seis meses, sob a argumento de a família precisa continuar nos EUA para superar o trauma causado pela morte de Joavinne e para continuar a ação que iniciou na justiça civil, na qual pede indenização de US$ 15 milhões a Makharadze, à República da Geórgia, à Ford Motor Co., fabricante do carro que o diplomata dirigia, e ao dono do restaurante diante do qual aconteceu o acidente.
Os advogados dizem que Vivianne e José Melero não estão pedindo para permanecer nos EUA, mas invocarão uma cláusula humanitária das leis de imigração, usada com sucesso duas décadas atrás por John Lennon, para evitar a deportação, se a prorrogação que buscam não for atendida. Recentemente, Vivianne visitou Mahkaradze na cadeia.

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