São Paulo - O governo de Israel suspendeu ontem o bloqueio aéreo imposto ao Líbano durante dois meses, mas decidiu manter o cerco marítimo ao país. ''O bloqueio aéreo foi removido, mas o cerco marítimo irá continuar até que uma força naval internacional seja destacada'', afirmou Miri Eisin, porta-voz do premier israelense Ehud Olmert.
A continuidade do bloqueio marítimo foi uma mudança de última hora, decidida um dia depois de Israel anunciar que iria suspender totalmente o bloqueio - tanto por ar quanto por mar.
Segundo autoridades israelenses, o cerco naval irá prosseguir até que a Unifil (Força Interina das Nações Unidas no Líbano) possa assumir o controle marítimo e garantir que carregamentos de armas contrabandeadas não cheguem até o Hezbollah por meio dos portos libaneses.
Quatro minutos após o fim do bloqueio aéreo - que ocorreu às 18h (12h de Brasília) -, um vôo comercial da companhia Middle East Airlines sobrevoou o centro de Beirute para sinalizar o fim do cerco. O avião, que vinha de Paris, aterrissou em seguida no aeroporto de Beirute.
O fim do bloqueio aéreo foi comemorado pelos libaneses. Segundo empresários, a medida custou cerca de US$ 50 milhões por dia para o Líbano, que importa quase todos os artigos.

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