Termina a restauração do Castelo de Windsor
PUBLICAÇÃO
domingo, 28 de dezembro de 1997
France Presse 
Londres
Cinco anos depois do pavoroso incêndio que destruiu uma centena de seus mil aposentos, o castelo real de Windsor reabriu suas portas ontem, seis meses antes da data prevista. O incêndio de 20 de novembro de 1992 foi a gota que transbordou o copo daquele annus horribilis da Rainha Elizabeth II, com o rompimento em série dos casamentos de seus filhos. A Rainha descreveu a restauração como um maravilhoso presente de aniversário, pois na próxima quinta-feira celebrará suas bodas de ouro com o príncipe consorte, Philip de Edimburgo.
As obras acabaram em novembro e custaram cinco milhões de libras (8,5 milhões de dólares), menos que o esperado. O Castelo de Windsor, a oeste de Londres, é a residência preferida da Rainha Elizabeth. Mas houve um escândalo quando, depois do incêndio, se sugeriu que a restauração poderia ser paga com recursos públicos.
A Rainha, porém, concordou em pagar as obras e decidiu abrir ao público o palácio de Buckingham todos os verões para arrecadar o dinheiro necessário. Nove das principais dependências ficaram irreconhecíveis depois do incêndio, que começou na antiga Capela Real durante trabalhos de manutenção geral do castelo. Entre elas, estava a sala de banquetes São Jorge, de 55,5 metros de comprimento, onde teve de ser instalado um novo teto de madeira para substituir o destruído, de estilo georgiano, sendo para isso utilizadas 140 árvores. Outra característica do castelo restaurado, construído no século XIX, são as duas fileiras de três vitrais coloridos da pequena capela, baseada em desenhos do príncipe consorte.
A fileira superior representa a Santíssima Trindade e a inferior São Jorge, padroeiro da Inglaterra, matando o dragão. O vitral inferior direito é o único que não está baseado nos desenhos de Philip de Edimburgo. Seu desenho, profético, mostrava uma ave fênix renascendo de suas cinzas, mas o que agora foi finalmente escolhido é o de um bombeiro que luta com sua mangueira para salvar o castelo das chamas.
O príncipe Philip, que se ocupou pessoalmente da restauração, entregou seus desenhos com uma modesta nota indicando que eram apenas sugestões, certamente não bastante boas. A capela tem capacidade para 30 pessoas e é utilizada quase que exclusivamente para os serviços de Páscoa da família real.


