Das agências
de Quito
Terminou a greve que paralisou o Equador nos últimos 12 dias, envolvendo motoristas de táxi, ônibus e caminhoneiros. O governo chegou a desistir do aumento de 13,1% nos preços dos combustíveis, que havia entrado em vigor no primeiro dia deste mês.
Segundo o líder do movimento, Nelson Chávez, os grevistas e o governo assinaram um acordo no Palácio de Carondelet, sede do Executivo em Quito, pelo qual o presidente Jamil Mahuad comprometeu-se a estudar mecanismos para uma reestruturação das dívidas em dólares contraídas pelos motoristas para a compra de veículos.
O setor alega ter tido sérios prejuízos com a desvalorização de 63% da moeda local desde fevereiro passado.
Manifestação de índiosMilhares de indígenas ocuparam pacificamente um parque no centro da capital do Equador. Os líderes indígenas anunciaram que desejam reunir-se com as autoridades para apresentar exigências sociais e econômicas ao governo do presidente Jamil Mahuad. O líder Manuel Ulcuango afirmou que os representantes indígenas que chegaram a Quito realizarão uma assembléia para analisar a nova situação do país, depois da decisão de Mahuad de baixar o preços dos combustíveis em 13% e de congelá-lo até dezembro deste ano. Cerca de 3 mil indígenas chegaram quinta-feira à noite à cidade depois de dois dias de caminhada, no que batizaram de ‘‘marcha pela vida e contra a fome’’.
Os indígenas foram à capital com o objetivo de juntar-se a uma paralisação geral contra o governo federal. A polícia usou bombas de gás lacrimogêneo e fez disparos para o alto na tentativa de impedir que a caravana de índios, procedentes das regiões norte e sul do país, entrasse na cidade. No setor sul de Quito, foram registrados choques entre manifestantes e a polícia. De acordo com testemunhas, dois policiais e cinco índios ficaram feridos. Seis tanques do exército e mais 60 soldados foram colocados ao redor do Palácio do Governo, no centro antigo da cidade.
Prisão para ex-presidenteO presidente da Corte Suprema de Justiça do Equador, Héctor Romero, ratificou ontem a ordem de prisão preventiva para o ex-presidente interino Fabián Alarcón, que ficou no poder entre fevereiro de 1997 e agosto de 1998. Alarcón é acusado de peculato.

mockup