Tentativa de mediação em São Tomé
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quinta-feira, 17 de julho de 2003
France Presse 
Lisboa O ministro das Relações Exteriores português, Antônio Martins da Cruz, informou que seu país tentava, ontem, estabelecer um diálogo entre os rebeldes e o Governo de São Tomé e Príncipe, depois do golpe de estado militar realizado esta semana nessa ex-colônia portuguesa da África.
O Governo português atua ''discretamente'' para ''favorecer o diálogo e construir pontes'' de comunicação entre a junta militar e as autoridades de São Tomé, através dos embaixadores de Portugal e Estados Unidos, os únicos diplomatas estrangeiros presentes em São Tomé, declarou Cruz.
A situação em São Tomé, ''que ainda está isolado há 48 horas'' é confusa, porque os rebeldes não ''definiram claramente seus objetivos'', acrescentou o chanceler à margem de uma reunião ministerial da Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP) em Lisboa. A CPLP é formada por Angola, Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Brasil, Portugal e Timor-Leste.
Missão A Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) declarou-se ontem, em Coimbra, pronta para enviar missão de mediação ante os autores do golpe Estado em São Tomé e Príncipe. O anúnció foi feito pelo ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim.
Chefe do golpe O grupo de rebeldes que assumiu o poder dando um golpe de Estado quarta-feira em São Tomé e Príncipe, a ex-colônia portuguesa da África, mescla elementos militares e políticos. O tenente-coronel Fernando Pereira, apelidado Cobo, que se autoproclamou chefe da Junta Militar de Salvação Nacional, é um oficial de 40 anos que cursou estudos militares em Portugal, informou ontem o Diário de Notícias. Há dois anos fez um curso de formação na Academia Militar de Lisboa. Dirigiu manobras conjuntas da CPLP.


