São Paulo - Dois pequenos partidos anunciaram ontem que não vão mais integrar a coalizão formada pelo primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, causando uma grave crise política no país, que ameaça a posição do dirigente no cargo.
Os partidos União Democrática Cristã e o Novo Partido Socialista tentam pressionar Berlusconi a renunciar, e buscam a formação de um novo governo. Além da tensão, o primeiro-ministro também passa por um período de queda em sua popularidade, por conta do desempenho econômico e da permanência dos soldados italianos no Iraque.
Durante a votação regional que aconteceu no país entre os dias 3 e 4 de abril - vista como um teste de popularidade para o governo e um termômetro para as eleições gerais - a coalizão de Berlusconi perdeu 11 das 13 regiões em que concorreu.
A nova crise também deve forçar Berlusconi a trocar todo o seu gabinete. Vários analistas dizem que ele tem poucas escolhas, e uma delas é a formação de um novo governo, para tentar ganhar terreno antes das eleições gerais, que devem acontecer no próximo ano.

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