A situação na Macedônia continuava tensa ontem, 48 horas antes da assinatura de um acordo de paz entre macedônios e albaneses, enquanto Skopje pediu à Otan e à UE que atuem contra a guerrilha albanesa. Na sexta-feira à noite, foi ''relativa a calma na região'' depois da morte de oito soldados macedônios na explosão durante o dia de duas minas antitanques próximo de um povoado ao Norte de Skopje, afirmou o porta-voz do Exército macedônio, Blagoja Markovski.
Durante a noite, na região de Tetovo (Noroeste), os rebeldes albaneses do Exército de Libertação Nacional (UCK da Macedônia) violaram em sete ocasiões o frágil cessar-fogo concluído em separado, sob auspícios da Otan, no dia 5 de julho, segundo a mesma fonte.
Reunido na sexta-feira à noite, o Conselho Nacional de Segurança (CNS), órgão que reúne os principais dirigentes macedônios, pronunciou-se a favor da ''continuação de ações decididas (contra a UCK) com o objetivo de descartar as ameaças às forças de segurança e aos cidadãos na Macedônia'', afirmou num comunicado.
Por sua vez, o chefe da diplomacia macedônia, Ilinka Mitreva, pediu à comunidade internacional para atuar com firmeza contra a UCK, afirmando que a paciência da população macedônia está atingindo seus limites.
Mitreva avaliou que como os ataques da UCK contra as Forças macedônias continuam, ''é evidente que os rebeldes não vão depor armas voluntariamente''.
Graças à mediação internacional, os partidos macedônios e albaneses chegaram na quarta-feira à noite em Ohrid (Sudoeste) a um acordo global de paz cuja assinatura, anunciada para amanhã, está ameaçada pela escalada da violência na região.

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