Tenista compara Estados Unidos à Alemanha nazista Tenista critica ação americana
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quinta-feira, 26 de junho de 2003
France Presse 
Londres- A veterana tenista americana nascida na ex-Tchecoslováquia, Martina Navratilova, 46 anos, vencedora nove vezes nas individuais de Wimbledon, e que ainda disputa a prova de duplas, criticou duramente ontem a política de seu país de adoção.
''Quando todo mundo concorda com o que você diz, então é livre de dizer o que pensa. No caso de desacordo, começa a ter problemas. Não há mais liberdade de expressão'', declarou, comparando a situação atual nos Estados Unidos com a Alemanha nazista, onde se queimavam os livros.
''Não é queimando os livros que se resolvem os problemas. Se a televisão não transmite minhas partidas por causa de minhas declarações, isso é censura'', acrescentou.
Martina se referia às declarações que deu ao Sunday Times, domingo passado, que causaram grande rebuliço no outro lado do Atlântico. ''Antes, os Estados Unidos eram respeitados no mundo inteiro. Agora todo o mundo nos odeia em consequência da política do presidente Bush'', afirmou.
Nacionalizada americana em 1981, Martina assinalou que a opressão que reina atualmente nos Estados Unidos lembra-lhe a que viveu em sua juventude na Tchecoslováquia comunista.
Uma pesquisa publicada ontem pela Harris Interactive mostrou que a popularidade do presidente americano, George W. Bush, caiu 8% desde a queda de Bagdá em abril, mas se mantém ainda em um bom nível com 61% de opiniões a favor.
A popularidade de Bush tinha subido de 52% em fevereiro a 70% em abril após a derrubada do regime de Saddam Hussein, antes de cair em junho a 61%.


