Tempestades matam dezenas na Ilha da Madeira
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domingo, 21 de fevereiro de 2010
Folhapress 
São Paulo - As operações de resgate se intensificaram ontem na turística ilha da Madeira, região autônoma de Portugal, um dia depois das violentas tempestades que deixaram pelo menos 40 mortos e 101 feridos, segundo balanço do governo regional. Mais de 70 feridos ainda estão hospitalizados. Por causa das fortes chuvas, mais de 250 pessoas tiveram que ser tiradas de casa.
Madeira está situada a 860 quilômetros ao sudoeste de Lisboa e nas duas de suas cinco ilhas habitadas, Madeira e Porto Santo, vivem mais de 260 mil pessoas.
Na manhã de ontem, a chuva parou e foi possível observar o cenário de desolação, sobretudo em Funchal, capital regional de 100 mil habitantes situada na costa, que acordou debaixo de lama. ''Prosseguimos com as buscas de corpos, esperamos as equipes que devem chegar do continente para continuar trabalhando no local'', declarou o secretário-geral de Assuntos Sociais, Francisco Ramos.
Somente na cidade de Funchal os bombeiros recuperaram 17 corpos. ''É muito provável que encontremos mais cadáveres'', disse Miguel Albuquerque, prefeito de Funchal, onde casas e veículos estão soterrados pela lama. Em meio aos carros virados, pontes destruídas e tetos arrancados, os habitantes de Funchal tentavam limpar a cidade. ''Os vivos são a prioridade'', afirmou o presidente do governo regional, Alberto João Jardim.
Em algumas casas do centro da cidade, o barro atingiu o primeiro andar. O lixo e o entulho bloqueiam a estrada que liga Funchal ao aeroporto, que foi reaberto ontem.
Ajuda
No sábado à noite, o primeiro-ministro português, José Socrates, visitou a ilha, 900 km ao sudoeste do continente, e prometeu ''toda a ajuda necessária para que Madeira possa iniciar imediatamente as obras de recuperação''.
O temporal provocou deslizamentos de terra e inundações, que deixaram várias infraestruturas inutilizadas. A Defesa Civil informou que agora trabalham no restabelecimento das vias de comunicação e avaliam-se os danos nas infraestruturas.
A operadora de telefonia Portugal Telecom decidiu enviar em caráter urgente 400 quilos de material a partir de Lisboa para restabelecer as comunicações. No centro da ilha, por exemplo, a localidade de Curral das Freiras e seus quatro mil habitantes permaneciam completamente isolados neste domingo, em consequência da queda das linhas telefônicas.
Para os próximos dias, estão previstas chuvas moderadas na região.


