Campo Udari, Kuwait As recentes tempestades de areia no deserto do Kuwait lembraram às unidades norte-americanas estacionadas no país a influência decisiva que pode ter o clima nas operações militares durante uma guerra contra o Iraque. Ventos de mais de cinquenta nós sopraram nestas últimas semanas no norte do Kuwait, complicando a vida das dezenas de milhares de soldados norte-americanos que esperam uma ordem para atacar.
''Nossa comida está cheia de areia, tudo está cheio de areia'', lamentava-se Jeremy Smith, um fornecedor de combustível da 101 Divisão Aerotransportada, enquanto tentava se resguardar em seu acampamento na última tempestade.
Além dos pequenos inconvenientes que provoca na vida cotidiana, a areia pode criar problemas mais sérios. E a 101 divisão, equipada com 270 helicópteros, é especialmente vulnerável a este tipo de tempestade. ''O vento e a areia fazem com que o ambiente se torne mais hostil'', afirma um comandante de brigada, coronel Gregory Gass. ''O helicóptero é frágil, com suas milhares e milhares de peça'', acrescentou. Segundo Grass, as tempestades de areia, que começaram em janeiro, fazem com que os vôos se tornem um exercício arriscado e isso provocou o cancelamento de vários treinamentos.
''É preciso levar em conta os riscos que isso comporta'', disse Grass,admitindo que era ''extremamente perigoso voar em tais condições''. O coronel Gass reconhece que o vento e a areia podem impedir os helicópteros de voarem. ''Se o vento é forte, a ponto de reduzir a visibilidade, não se pode voar'', declarou o militar norte-americano.

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