Associated Press
De Nova York
O furacão Floyd terminou nesta sexta-feira sua passagem pelos Estados Unidos e entrou no Canadá como uma mera tempestade tropical, com ventos de menos de 100 quilômetros por hora, deixando para trás uma trilha de morte, edifícios queimados e comunidades alagadas ao longo da costa atlântica norte-americana.
Foi uma das maiores tormentas já surgidas no Atlântico (chegando a ter ventos de 250 km/h) provocou a morte de pelo menos 19 pessoas nos Estados Unidos e a retirada mais de 3 milhões de residente da área costeira – o maior êxodo do país em tempos de paz.
Equipes de resgate com botes e helicópteros ainda lutavam ontem para salvar centenas de civis bloqueados pelas águas, principalmente na Carolina do Norte e em Nova Jersey, onde foi declarado estado de emergência. Várias estradas e linhas de trem permaneciam obstruídas. Pelo menos 2 mil pessoas ficaram desabrigadas na região.
Das 19 mortes, 12 ocorreram em acidentes de trânsito e três na queda de árvores por causa da tormenta, cujo olho atingiu a terra na Carolina do Norte, na madrugada de quinta-feira. Ao todo, 1,1 milhão de pessoas ficaram sem energia elétrica na noite de quinta-feira para hoje em oito Estados, de Maryland até Massachusetts, e centenas de milhares continuarão sem luz este fim de semana. Os danos são estimados em centenas de milhões de dólares.
Em 1992, o furacão Andrew matou mais de 40 pessoas e causou danos de US$ 26 bilhões no país. Temia-se que o Floyd, bem maior que o Andrew, fosse ser muito mais mortífero.

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