Buenos Aires O presidente da rede de supermercados Delta, José Luis Rueda, afirmou ontem que ''ativistas políticos'' não-identificados estão incitando os argentinos empobrecidos a realizar saques. A ameaça de saque ocorre próxima ao aniversário da revolta popular que forçou a renúncia do ex-presidente Fernando de la Rúa.
O temor de incidentes também tomou conta da capital argentina, onde cerca de 300 integrantes de um grupo de piqueteiros se concentraram ontem em frente a um hipermercado do bairro portenho de Abasto, pedindo ''alimentos para a subsistência das pessoas'', segundo o dirigente Jorge Ceballos.
Seis pessoas foram detidas quando participavam de uma tentativa de assalto a dois caminhões cheios de milho, em um bairro pobre de Rosário, na província de Santa Fé (centro-leste).
O presidente dos supermercados Delta, José Luis Rueda, que reúne cerca de 150 centros comerciais da província de Buenos Aires (principal distrito), disse à rádio Continental que tinha ''um pressentimento'' de que poderiam ocorrer saques por volta de 20 de dezembro, quando se completa um ano da queda de De la Rúa.
''Recebo clientes dizendo que os 'ponteiros', como são chamados os representantes dos partidos políticos nos bairros, estão pagando 150 pesos (42 dólares) para promover desordens'', afirmou.

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