Temendo novo atentado, Moscou reforça segurança
Temendo novo atentado,
Moscou reforça segurança
France PresseAté a tarde de ontem o número de mortos na explosão de terça-feira era de 118, incluindo 12 criançasAssociated Pres
De Moscou
Policiais com coletes à prova de bala ocuparam ontem estações de metrô, feiras livres e outros locais movimentados em Moscou, pedindo a visitantes que provassem ter documentos que os permitiam estar na capital russa. Tropas de choque levantaram barreiras em todas as rodovias que ligam Moscou com o resto do país, checando documentos e cargas. Em toda a capital, soldados vasculharam porões de prédios e depósitos, buscando por explosivos como os que foram usados para explodir dois prédios de Moscou nos últimos seis dias, provocando a morte de mais de 210 pessoas.
O primeiro-ministro Vladimir Putin participou nesta terça-feira de sessão fechada da Câmara baixa do Parlamento, a Duma, que se reuniu para discutir os atentados em Moscou e os combates entre tropas russas e militantes islâmicos na república sulista do Daguestão.
Muitos parlamentares vincularam as explosões dos prédios na segunda-feira e na terça-feira da semana passada aos combates no Daguestão, que faz fronteira com a separatista Chechênia. Chegou a hora de reconhecer que o terrorismo tornou-se um problema nacional da Rússia, disse Putin aos congressistas. Putin pediu por uma quarentena ao redor da Chechênia, para interromper o fluxo de armas e militantes islâmicos.
Enquanto as forças de segurança promoviam a operação pente-fino em busca de suspeitos do atentado de segunda-feira, equipes de resgate completavam a busca por corpos. Até a tarde de ontem, o número de mortos havia subido para 118, incluindo 12 crianças, informou o Ministério para Situações Emergenciais. Noventa e três pessoas foram mortas na explosão da terça-feira.





