São Paulo- Um dia depois de prometer resposta arrasadora contra Israel e interesses americanos em todo o mundo caso sofra um ataque destinado a destruir o seu programa nuclear, o Irã testou ontem seu arsenal de mísseis balísticos.
O exercício militar, realizado no sul do Irã e transmitido pela TV estatal, marcou a escalada das tensões entre o país e Israel quanto ao programa de enriquecimento de urânio de Teerã, além de causar alta de US$ 2 no preço do barril de petróleo.
No teste, a Guarda Revolucionária, unidade militar de elite, lançou nove foguetes, entre eles uma versão atualizada do Shahab 3 (''cometa'', em persa), carro-chefe do arsenal de Teerã. O míssil, que já foi testado em 2006, tem um alcance de 2.000 km e pode atingir o território israelense e alvos americanos no Iraque e Afeganistão.
O Irã realiza ocasionalmente exercícios desse tipo, mas declarações do chefe da Guarda Revolucionária, general Hossein Salami, deixaram claro que o teste de ontem responde às recentes ameaças de Israel.
''Alertamos nossos inimigos que pretendem nos ameaçar com operações psicológicas vazias que nossos mísseis sempre estão prontos para serem lançados'', disse Salami.
No início de junho, a Força Aérea israelense realizou manobras envolvendo cem aviões no Mediterrâneo, num exercício apresentado como um ensaio para um ataque ao Irã. Ministros e militares israelenses vêm sugerindo que podem que podem atacar o Irã até o fim deste ano se Teerã não suspender seu programa nuclear.
A inteligência de Israel, país que tem a vantagem estratégica de ser o único com armas nucleares no Oriente Médio, calcula que o Irã está a dois anos de ter a bomba atômica.

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