Teerã suspende enriquecimento de urânio
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terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Folhapress 
São Paulo - A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), confirmou ontem que o Irã suspendeu o enriquecimento de urânio ao nível de 20%. A paralisação era uma das medidas do acordo feito entre a República Islâmica e o grupo 5+1, composto por Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia, China e Alemanha.
Com o nível de enriquecimento, o país ficava mais próximo de produzir uma bomba atômica, aumentando a preocupação de países ocidentais. A suspensão abre caminho para que sejam reduzidas as sanções a Teerã colocadas por Estados Unidos e União Europeia.
Segundo relatório da agência atômica, as autoridades começaram a diluir o material, reduzindo as reservas do combustível. Também foi confirmado que as usinas de Natanz e Fordow passaram a enriquecer urânio apenas ao nível de 5%, assim como foram suspensas as provas nucleares em Natanz e Arak.
Mais cedo, a agência de notícias iraniana Irna havia dito que a República Islâmica estava implementando o acordo. Foram desligadas as centrífugas responsáveis por enriquecer o urânio aos níveis mais altos que os determinados e parte do material começou a ser convertido em óxido para produzir combustível atômico.
Sanções
O acordo foi ratificado na semana passada, após reunião de representantes de Teerã com o grupo 5+1. A previsão é que a suspensão dure até seis meses.
Líder das negociações por parte das potências, a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, disse confiar em que as sanções da União Europeia contra o Irã sejam levantadas pelos 28 membros do bloco.
Dentre as medidas restritivas, estavam a exportação de petróleo e derivados, assim como a de ouro e outros metais preciosos. A partir da suspensão, o Irã também será autorizado a importar carros, peças de aviões comerciais e serviços europeus.
O pacto foi selado após a entrada do moderado Hasan Rowhani na Presidência da República Islâmica.


