São Paulo - Teerã pediu ontem ao Conselho de Segurança da ONU que atue contra Israel após aquilo que considera a ''confissão'' do premiê israelense, Ehud Olmert, de que seu país dispõe de armamento nuclear. ''A confissão oficial do primeiro ministro sionista mostra claramente a ameaça militar contra os países islâmicos'', declarou o porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores, Mohamed Ali Hoseini, citado pela agência oficial IRNA.
Em uma entrevista a uma televisão alemã na segunda-feira passada, Olmert rompeu a tradicional política israelense de ambiguidade sobre o tema nuclear ao citar seu país entre as potências com este tipo de armamento, algo que lhe rendeu numerosas críticas em seu país, apesar das posteriores negativas de seu porta-voz.
Presume-se que Israel disponha de armas nucleares, porém o país jamais havia confirmado sua existência. ''Esta confissão mostra onde está a verdadeira ameaça para a segurança e a estabilidade do Oriente Médio e mostra os planos diabólicos deste regime para aplicar suas ameaças, sua estratégia de terror e continuar a ocupação'', acrescentou Hoseini.
O porta-voz considerou ''absolutamente necessário aprovar soluções rápidas e eficazes no Conselho de Segurança da ONU, a Organização da Conferência Islâmica e outras organizações regionais para combater estas ameaças muito claras''.
A Liga Árabe julgou necessário ''pressionar Israel por meio da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) para que abra suas instalações nucleares de forma transparente''.
A comunidade internacional pressiona o Irã por conta de seu programa nuclear e Israel, seu inimigo jurado, pediu à ONU em numerosas ocasiões que atue contra Teerã.

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