São Paulo - O Irã praticamente interrompeu a expansão da capacidade de enriquecimento de urânio nos últimos três meses, disse ontem a agência de energia nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) em relatório que cobre a maior parte do período desde a posse do presidente Hassan Rowhani.
O relatório trimestral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) também mostrou que o estoque iraniano de urânio enriquecido a um nível mais elevado cresceu 5%, para 196 kg, desde agosto.
Mas o estoque ainda permaneceu abaixo dos 250 kg necessários para a construção de uma bomba se o urânio for ainda mais refinado para o nível utilizado em armas.
Apenas quatro centrífugas estão em atividade em sua central de enriquecimento de urânio de Natanz e a taxa de produção de urânio enriquecido a 5% e 20% "continua a mesma", indicou a agência da ONU em seu relatório.
Segundo a mesma fonte, o Irã não ativou nenhuma das centrífugas na nova geração IR-2M, adquiridas recentemente, e "nenhum componente importante" foi instalado no local do reator em construção de Arak.
As centrífugas IR-2M preocupam a comunidade internacional, porque diminuiriam consideravelmente o tempo que o Irã levaria para enriquecer uma quantidade de urânio suficiente para produzir armas atômicas.
Já o reator de Arak poderia fornecer ao Irã plutônio, uma alternativa ao urânio para a produção de armas.
O novo relatório trimestral da AIEA sobre o Irã, o primeiro do tipo desde a posse do presidente iraniano Rowhani, é publicado a poucos dias do início de uma nova rodada de negociações em Genebra entre o Irã e o grupo 5+1 (China, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha).
O Irã rejeita as acusações de potências ocidentais e de Israel de que esteja buscando obter a tecnologia para construir armas nucleares.

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