São Paulo - O chanceler do Irã, Manouchehr Mottaki, ameaçou ontem bloquear o acesso de suas instalações nucleares a inspetores internacionais caso os Estados Unidos e a União Européia prossigam na intenção de levar o programa nuclear iraniano ao Conselho de Segurança da ONU.
Ele declarou que ''poria fim à cooperação voluntária'' de seu país com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o organismo de fiscalização.
Mas Mottaki sugeriu aos europeus o prosseguimento das negociações. É uma abertura já esboçada na quinta-feira, em conversa telefônica do negociador iraniano, Ali Larijani, com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan.
O ex-presidente Hashemi Rafsanjani, que preside a assessoria das lideranças xiitas, assumiu posição desafiadora. Afirmou ontem que o Irã ''ignoraria as ameaças'' e prosseguiria em seus esforços ''para obter aquilo que queremos''. O aiatolá Ahmad Khatami qualificou as ameaças européias como ''guerra psicológica''.
Segundo o ''New York Times'', o Irã ainda está distante da produção de bombas atômicas, mas a apenas um ano ou dois da capacitação científica para desencadear seriamente tal projeto.

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