Técnicos tentaram, por 6 horas, desativar bomba
Elvia Cortez, uma camponesa que sobrevivia vendendo suas colheitas na feira de sua cidade, passou as últimas seis horas de sua vida rezando e pensando em seu marido e filhos.
Supostos guerrilheiros que exigiam um pagamento equivalente a US$ 7.500 colocaram em volta de seu pescoço um colar-bomba, construído com tubos repletos de dinamite.
O peso era tanto que os especialistas que tentavam desarmar o artefato tiveram de fazer várias pausas para permitir que a mulher descansasse mudando de posição.
O esforço deles, entretanto, foi em vão. O colar-bomba tinha quatro mecanismos de detonação em cada parte, disse ontem o coronel Fabio Roa, comandante do Batalhão Sucre.
Quando ocorreu a explosão que decapitou a mulher, os especialistas haviam descoberto dois dos mecanismos de detonação um controlava o alívio de pressão sobre o artefato e o outro funcionava com um sistema de fotocélulas. Este último, aparentemente, fez explodir a bomba, disse o coronel Roa.
A explosão arrancou os braços do policial Jairo López, técnico antibombas, que morreu ao dar entrada no Hospital Militar de Bogotá, para onde foi levado de helicóptero. Outros três técnicos em explosivos sofreram mutilações nos braços.
Não pode ser desativada senão numa hora determinada do dia ou da noite, disseram os homens numa mensagem gravada numa fita. Quatro especialistas da polícia e do exército tentaram desativar o artefato. Já haviam conseguido desarmá-la em 70% quando explodiu, afirmou o coronel Roa. O militar disse que a mulher passou seus últimos momentos rezando e pedindo por seu marido e filhos.





