Bagdá Os técnicos da ONU começaram a interrogar os dirigentes da indústria militar no Iraque sobre os cientistas que trabalharam no antigo programa nuclear do país, informou ontem um porta-voz em Bagdá. Uma equipe da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) fez várias perguntas nesse sentido durante a inspeção realizada domingo em uma fábrica de vidro e cerâmica em Ramadi (a 100 km de Bagdá), declarou o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, citado pela agência INA, ontem.
A equipe se reuniu com o diretor da fábrica e fez perguntas sobre ''o número de empregados, entre eles os que possuem diplomas de nível superior, assim como também sobre a existência ou não de um departamento de pesquisas e desenvolvimento. Também perguntaram se havia entre os empregados alguns que trabalharam no antigo programa nuclear'', precisou.
Washington pressiona para que os cientistas iraquianos sejam interrogados fora do Iraque, mas a ONU tem resistido até agora a essas pressões.
Armas para os curdos Pelo menos 50 caminhões carregados de armas leves norte-americanas entraram no Iraque pelo Norte, enquanto a Turquia posicionava tropas na fronteira iraquiana com o objetivo de se preparar para ''qualquer eventualiade'', informou ontem a imprensa turca.
Segundo vários jornais, 50 caminhões passaram recentemente pelo posto da fronteira em Habur carregados de armas para equipar cerca de 2.000 curdos que serão treinados por 500 militares norte-americanos no Norte do Iraque.
As autoridades turcas se negaram a fazer comentários.
O jornal Milliyet, que não precisa suas fontes, afirma que forças turcas foram mobilizadas ao longo de 400 km da fronteira com o Iraque visando a uma eventual afluência em massa de refugiados caso os Estados Unidos lancem uma operação militar contra o regime de Saddam Hussein.

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