Técnicos buscam pista de desastre
PUBLICAÇÃO
sábado, 26 de agosto de 2000
France Presse De Manama 
A investigação sobre o acidente do Airbus A320 da Gulf Air que caiu no mar quarta-feira com 143 pessoas a bordo começou formalmente ontem sob a direção de especialistas norte-americanos, enquanto os egípcios repatriavam os corpos de seus familiares.
Os corpos de 56 vítimas egípcias mortas no acidente foram repatriados ao Cairo em um avião especial da Gulf Air, acompanhados por 164 familiares. Os cadáveres de outros sete egípcios seriam repatriados após sua identificação.
A repatriação dos corpos deu lugar a novas cenas de aflição no aeroporto de Manama, onde alguns familiares, muito tensos, insultaram os jornalistas presentes. Várias mulheres desmaiaram e foram atendidas pelo pessoal médico do aeroporto.
As autoridades de Bahrein confiaram a investigação técnica à Agência Nacional da Segurança dos Transportes (NTSB) dos Estados Unidos. Seus agentes foram principalmente encarregados de analisar os conteúdos das duas
caixas-pretas do aparelho, recuperadas poucas horas depois do acidente.
Um vôo especial transportando caixões com os corpos de 56 vítimas egípcias do acidente com o Airbus A320 da Gulf Air aterrizou ontem no Cairo. O Gulf Air caiu na quarta-feira nas águas do Golfo Pérsico diante da costa de Bahrein, matando 143 pessoas, entre elas, 37 crianças. Oito egípcios, que estavam na lista de passageiros da companhia aérea, ainda não foram identificados. Entre as vítimas, há 65 cidadãos egípcios, incluindo os membros da tripulação.
Familiares das vítimas se reuniram esta manhã na estrada especial do aeroporto do Cairo para receber os caixões. Os mortos seriam enterrados ontem em suas cidades de origem.


