Rio de Janeiro - O interesse da China no urânio brasileiro é explicado pelo tamanho das nossas jazidas. O Brasil tem hoje a sexta maior reserva do minério no mundo, mas apenas 30% do País foi prospectado. Desde 1985, não são feitas novas sondagens para detectar jazidas.
Atualmente, o País extrai apenas o minério necessário para o abastecimento das usinas nucleares de Angra 1 e 2. São cerca de 120 mil toneladas ao ano, que permitem a produção de até 400 toneladas de yellowcake, como é chamado o urânio purificado e concentrado sob a forma de um sal de cor amarela. Esse material é enviado para o Canadá, onde é transformado em gás hexafluoretano. De lá, segue para enriquecimento pelo consórcio Urenco, que reúne Alemanha, Holanda e Inglaterra.
Segundo cálculos do Ministério de Ciência e Tecnologia, para fabricar as 50 toneladas de urânio enriquecido consumidas por ano nas usinas de Angra 1 e 2 e as 35 toneladas necessárias para o funcionamento de Angra 3, serão necessários investimentos de R$ 550 milhões. O governo brasileiro não tem previsão para o funcionamento de Angra 3.(A.E)

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