Ghazni, Afeganistão- Os talibãs afegãos anunciaram ontem um novo ultimato para executar os 21 reféns sul-coreanos mantidos sob seu poder há 13 dias. O ultimato foi dado depois da execução, na segunda-feira, de um segundo refém do grupo de jovens sul-coreanos, que inicialmente era composto por 23 pessoas. ''Nosso ultimato para os 21 sul-coreanos ainda vivos vence amanhã (hoje) ao meio-dia'', declarou por telefone à AFP Yusuf Ahmadi, porta-voz dos rebeldes.
''Se nossas exigências não forem aceitas antes desse momento, começaremos a matar os demais sul-coreanos'', acrescentou Ahmadi, que acusou os governos afegão e sul-coreano de não serem honestos em suas negociações para obter a libertação dos reféns, sequestrados no dia 19 de julho. Eles exigem a libertação por parte do governo de Cabul de pelo menos oito de seus militantes atualmente mantidos em prisões afegãs.
O corpo de um dos reféns sul-coreanos, que teve a execução anunciada na segunda-feira, foi encontrado ontem. Esse foi o segundo refém executado pelos extremistas. O primeiro foi o líder do grupo, o pastor de 42 anos Bae Hyung-Kyu.
O governo de Cabul rejeita a troca e exige a libertação incondicional das 16 mulheres do grupo em nome dos valores islâmicos e das tradições afegãs.
Os sul-coreanos, membros da Igreja presbiteriana de Saem-Mul, realizavam missão humanitária no Afeganistão.
Já a rede de televisão em língua árabe Al-Jazeera mostrou ontem supostas imagens do engenheiro alemão em mãos dos extremistas no Afeganistão, suplicando pela própria vida. O homem, cercado por vários homens armados, pede que a Alemanha e os Estados Unidos tirem suas tropas do Afeganistão para salvar sua vida.

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