Pela primeira vez desde que destruíram duas gigantescas estátuas de buda, soldados do Taleban mostraram ontem a estrangeiros os destroços das esculturas entalhadas nos séculos 3 e 5 em duas montanhas de arenito na província central de Bamiyan.
Cápsulas de artilharia enfileiradas pareciam montar guarda na base da montanha onde ficava a maior das duas estátuas, de 51 metros de altura. Tudo que sobrou foi o esboço da antiga imponente figura.
Uma estreita escada empoeirada é só o que agora existe ao lado de onde estava a estátua menor de buda, de 36 metros. Escavada no interior da montanha de arenito, a escadaria leva a salas decoradas com vãos onde permaneciam outras estátuas menores – que também não mais existem.
Os talebans ignoraram críticas mundias de muçulmanos, budistas e amantes das artes e demoliram as relíquias ancestrais. Em 26 de fevereiro último, o enigmático líder do regime islâmico linha-dura, mulá Mohammed Omar, ordenou a destruição das gigantescas estátuas de buda e de todas as demais estátuas no Afeganistão. Ele disse que elas incentivavam a idolatria e iam contra os princípios do Islã, que proíbe a adoração de ídolos.

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