Taleban propõe libertar voluntários
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sábado, 06 de outubro de 2001
France Presse<br> De Islamabad 
Os talebans condicionaram, ontem, a libertação de 8 voluntários estrangeiros, que estão sendo submetidos a julgamento em Cabul, por pregar o cristianismo, à suspensão das ameaças militares norte-americanas. Os 8 estrangeiros, presos há 2 meses, serão libertados ''se os Estados Unidos suspenderam a propaganda intensa sobre uma ação militar'', declarou o ministro de Relações Exteriores dos talebans, Wakil Ahmed Mutawakel, à cadeia de televisão CNN.
Estes voluntários da Organização Não-Governamental Shelter Now International são 4 alemães, dois australianos e dois norte-americanos. Todos eles foram presos em princípios de agosto, juntamente com 16 afegãos que também colaboravam com a organização.
Na quinta-feira, o advogado paquistanês que representa aos 8 estrangeiros, Atif Ali Jan, afirmou que esperava ''a compaixão do Tribunal e um veredicto clemente'' para seus clientes.
Seus companheiros afegãos serão julgados separadamente.
JornalistaO embaixador dos talebans em Islamabad, Abdul Salam Zaeef, anunciou ontem que a milícia islamita vai libertar, ''nas próximas horas'' a jornalista britânica Yvonne Ridley, detida no dia 28 de setembro por ter entrado ilegalmente no Afeganistão.
O chefe supremo dos talebans, o mulá Mohammad Omar, ''ordenou sua libertação, em razão de um pedido do governo britânico'', declarou Zaeef, segundo AIP.
Os talebans anunciaram a próxima libertação da repórter, de 43 anos, um dia depois da visita ao Paquistão do primeiro-ministro britânico, Tony Blair.
ProvasO cônsul-geral do regime taleban no Paquistão, Rehmatulá Kakazada, pediu ontem em Karachi (Sul do Paquistão) que os Estados Unidos publiquem as provas de que dispõem sobre a implicação de Osama bin Laden nos atentados de 11 de setembro.
''Os Estados Unidos deveriam publicar estes documentos em lugar de mantê-los secretos e revelá-los unicamente a certos aliados seus'', declarou numa entrevista à imprensa.
''Os Estados Unidos entregaram estas provas ao Paquistão, mas não ao Afeganistão, que também está envolvido'', acrescentou o cônsul.
O Paquistão, último país a manter relações diplomáticas com os talebans, admitiu a existência de provas sobre a implicação de Bin Laden nos atentados de Nova York e Washington.


