Taleban paquistanês usa casal suicida em atentado
PUBLICAÇÃO
domingo, 26 de junho de 2011
Agência Estado 
O Taleban paquistanês informou hoje ter enviado um casal suicida para o ataque contra um posto policial no noroeste do país, matando 10 pessoas, em um raro exemplo de militantes usando uma mulher como bomba. A dupla entrou ontem na delegacia em Dera Ismail Khan e disse que estava lá para registrar uma queixa, afirmou Imtiaz Shah, autoridade sênior da polícia.
Assim que entraram, os dois atacaram os policiais com granadas e metralhadoras, iniciando um combate de cinco horas. Ambos, incluindo a mulher que vestia uma burca, acabaram se explodindo. Eles mataram oito policiais e dois civis, segundo Mohammad Hussain, outra autoridade policial.
"Isso mostra o quanto odiamos as instituições de segurança paquistanesas", disse o porta-voz do Taleban paquistanês, Ahsanullah Ahsan, por telefone à Associated Press. Ahsan afirmou ter sido a primeira vez que o grupo extremista usou uma mulher em um atentado suicida.
No entanto, autoridades paquistanesas disseram que uma mulher-bomba vestindo uma burca atacou o centro de distribuição de alimentos do Programa Alimentar Mundial, no noroeste do país, no final de 2010, matando 45 pessoas. O Taleban assumiu a responsabilidade pelo ataque em Khar, principal cidade da área tribal de Bajur, mas nunca confirmou ter sido realizado por uma mulher.
Homens-bomba frequentemente vestem a burca como um disfarce. Em 2007, autoridades inicialmente informaram que o primeiro ataque suicida feito por uma mulher matou 14 pessoas na cidade de Bannu. Mas, posteriormente, identificaram o responsável como sendo um homem.
Militantes islâmicos no Iraque usaram mulheres-bomba várias vezes, porque teriam mais facilidade para passar pela segurança com suas vestimentas que cobrem todo o corpo. Agentes de segurança do sexo masculino frequentemente hesitam em revistar mulheres.


