PRESSÃO Taiwan põe tropas em estado de alerta A dois dias da eleição, os taiuaneses reagem contra a ameaça da China de usar a força contra qualquer movimento pela independência da ilha France PresseEspecialistas não crêem que a China consiga vencer um conflito com Taiwan France Presse De Pequim As forças armadas taiuanesas foram postas em estado de alerta, a ser mantido nas eleições presidenciais, em resposta às novas ameaças da China, a apenas dois dias da votação, de usar a força contra a ilha nacionalista, enquanto que os EUA pediam moderação entre as partes. Amanhã, 15 milhões de taiuaneses vão às urnas eleger o novo presidente de Taiwan. ‘‘Se Taiwan chegar a ser independente, não poderemos falar mais de reunificação pacífica’’, advertiu Tang Shubei, um dos principais negociadores chineses encarregados de Taiwan. A questão da reunificação não pode continuar ‘‘eternamente’’ em suspenso, disse durante uma coletiva de imprensa. Tang disse apenas o essencial, depois da advertência formal lançada na véspera pelo primeiro-ministro Zhu Rongji aos eleitores taiuaneses, pedindo a todos que não sigam o caminho de uma independência formal. Um dos três principais candidatos para a votação de amanhã, Chen Shui-Bian, defende posições independentistas encaradas como ofensivas por Pequim, que considera Taiwan uma província rebelde desde a fuga dos nacionalistas até a ilha, em 1949. Tang Shubai se negou a precisar qual seria a atitude da China nos dias seguintes à votação, dizendo que a ‘‘reunificação da mãe pátria’’ ainda levará tempo, ‘‘mas se, no entanto, Taiwan se declarar independente, então não teremos outra opção’’. Em Taipei, o ministro da Defesa, Tang Fei, anunciou que as forças armadas foram postas em estado de alerta ontem, um dia depois de o primeiro-ministro chinês ter assegurado que os chineses não hesitariam em ‘‘sacrificar sua vida’’ para defender a soberania do país. Mas o ministro da Defesa, Tang Fei, garante que apesar disso não haverá movimentações de tropas no território.‘‘Pedimos às forças armadas que mantenham a calma, mas também que estejam em alerta, depois das declarações de Pequim’’, disse Tang à imprensa. A maioria dos especialistas militares ocidentais duvida que a China tenha a capacidade de vencer um conflito com o exército taiuanês. A China disparou mísseis perto da costa taiuanesa, pouco antes da última eleição presidencial em Taiwan, em 1996, para intimidar os eleitores. Os Estados Unidos reagiram, enviando dois porta-aviões ao Estreito de Taiwan. ‘‘Temos dito tanto aos chineses quanto aos taiuaneses que damos como certo que suas diferenças serão resolvidas de modo pacífico’’, disse William Cohen durante sua visita ao Japão. Cohen lembrou que os Estados Unidos, apesar de serem contra uma eventual independência de Taiwan, são obrigados a entregar armamento defensivo a Taiwan, o que Pequim considera uma ingerência em seus assuntos internos. O ministro chinês das Relações Exteriores confirmou, por sua vez, que o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Richard Holbrooke, chegaria a Pequim no domingo à noite, para uma visita de dois dias.

mockup