Associated Press
De Taipé
Taiwan abandonou ontem a política ‘‘uma China’’, que a ajudou a justificar a segurança no Leste Asiático por décadas, incitando uma furiosa Pequim a advertir que Taipé está ‘‘brincando com fogo’’.
Taipé indicou ontem que a idéia de que há somente uma China indivisível que inclui Taiwan - uma fórmula mutuamente aceita que tem prevenido uma guerra entre os dois lados - tem sido usada por Pequim para debilitar a legitimidade do governo da ilha e deve ser desfeita.
O presidente taiwanês, Lee Teng-hui, surpreendeu Pequim no fim de semana ao dizer que as conversações bilaterais somente poderiam prosseguir se fossem consideradas ‘‘Estado a Estado’’ em vez de entre ‘‘entidades políticas’’, a vaga fórmula que tem tornado possíveis as conversações.
Su Chi, presidente do Conselho de Assuntos do Continente do governo taiwanês, disse ontem que a qualificação de Lee, de China e Taiwan como dois Estados em um país, procurava melhorar as relações exortando a China a assumir uma ‘‘nova atitude’’ com relação a Taiwan.
O governo chinês advertiu ontem à noite que uma visita programada para este ano do negociador da China, Wang Daohan, a Taiwan poderá não ocorrer. Pequim, que considera Taiwan uma província rebelde desde a guerra civil de 1949, insiste que as partes constituem um só país e se reserva o direito de retomar a ilha pela força.

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