Taiwan ignora ameaça de invasão lançada pela China
Associated Press
De Taipé, Taiwan
Desafiante, Taiwan ignorou ontem a ameaça de invasão lançada na segunda-feira pela China e reivindicou energicamente sua identidade como Estado autônomo. De acordo com uma declaração publicada ontem pela chancelaria taiwanesa, ambas partes devem reconhecer seu direito de interpretar o que se entende por uma só China. A chancelaria destaca que Taiwan é desde 1912 um Estado soberano e, portanto, tem o direito de manter relações diplomáticas com outros países.
Pela primeira vez a China ameaçou usar a força se Taiwan continuar adiando por tempo indefinido as conversações sobre a reunificação. O governo taiwanês já havia advertido que Taiwan só se unirá ao continente quando a China for democrática e economicamente avançada.
Desde que os nacionalistas estabeleceram um governo em Taiwan, após perder a guerra com os comunistas em 1949, o regime chinês ameaçou várias vezes invadir a ilha, mas só em caso de declaração de independência ou de interferência militar estrangeira. Pequim busca uma reunificação de Taiwan usando o mesmo método de um país, dois sistemas adotado com a ex-colônia britânica de Hong Kong, devolvida à soberania chinesa em 1997, e com a ex-colônia portuguesa de Macau, devolvida no ano passado.
A ameaça chinesa ocorre há poucas semanas das realizações das eleições presidenciais de Taiwan. Nenhum dos candidatos concorda com a reunificação segundo as exigências de Pequim, nem questiona a posição a respeito do atual presidente, Lee Teng-hui, segundo a qual Taiwan é um Estado independente e soberano.





