São Paulo - A Tailândia fechou uma TV de oposição e dezenas de websites ontem, tentando usar censura em vez de violência para controlar a crescente onda de protestos antigoverno. Revoltados, manifestantes prometeram desafiar o estado de emergência, declarado ontem, com um protesto ''inesquecível'' hoje.
Líderes dos camisas-vermelha marcaram para hoje uma marcha para dez pontos não divulgados de Bancoc, capital tailandesa, prometendo a maior manifestação em quatro semanas de protestos para derrubar o primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, e convocar eleições antecipadas.
''Amanhã (hoje) vamos fazer história. O primeiro-ministro vai enfrentar uma experiência inesquecível'', gritou um líder a uma multidão de mais de 10.000 manifestantes.
Os camisas-vermelha usam a internet e a TV por satélite PTV para divulgar seus ideais a todo o país. Também são usadas rádios comunitárias, telefones celulares e redes sociais.
O premiê foi à TV nacional ontem para explicar as razões por trás da censura e para anunciar que mandados de prisão foram expedidos para sete líderes acusados de comandar a invasão ao Parlamento no dia anterior. ''O que o governo quer é paz e alegria'', disse Abhisit. ''É a manipulação de informação que está gerando ódio. Hoje nós paramos de divulgar esse tipo de informação.''
O porta-voz do governo, Panitan Wattanayagorn, disse que os veículos de mídia fechados divulgaram falsas informações, incluindo alertas de que o premiê tinha autorizado o uso da força contra os manifestantes, e o assassinato de pessoas.

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