Suspenso trabalho de resgate a trem na Áustria
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segunda-feira, 13 de novembro de 2000
Associated Press De Kaprun 
As brigadas que tentam resgatar os corpos das vítimas do incêndio de um trem funicular em um túnel na cidade de Kaprun ocorrido sábado, levando esquiadores para os Alpes austríacos, tiveram que suspender novamente os trabalhos ontem de manhã, devido às altas temperaturas dentro do túnel e à fumaça provocada pelo incêndio, que ainda não foi controlado.
Segundo a polícia austríaca, dez japoneses, três militares dos Estados Unidos e 27 alemães estão entre as vítimas do acidente, ocorrido na manhã de sábado. Acredita-se que o número de pessoas dentro do trem era de 165, ao invés de 170, como foi divulgado anteriormente. O governador de Salzburgo, Franz Schausberger, anunciou que o fogo ainda não foi controlado totalmente e, por isso, não é possível retirar os corpos. As autoridades austríacas informaram que estão seguras das identidades de 155 das vítimas.
Ainda não está claro quantas pessoas de fato estavam a bordo do trem funicular. As identidades foram estabelecidas por eliminação daquelas pessoas procuradas. Voluntários listaram um total de 2.500 nomes de pessoas que haviam subido a montanha no trem antes do incêncio para esquiar e que posteriormente haviam retornado para suas acomodações.
Os desaparecidos foram dados como mortos pelas chamas ou por intoxicação dentro do trem ou no túnel, ao tentarem escapar.
O trem estava com sua capacidade máxima de passageiros. A maioria das vítimas era de jovens. O número de sobreviventes confirmado ontem é de 12. As causas do incêndio ainda não foram esclarecidas.
Entre as vítimas está a campeã mundial juvenil de estilo livre, a alemã Sandra Schmitt, informou a Federação Alemã de Esqui ontem pela Internet.
A jovem, 19 anos, atual campeã juvenil da categoria, morreu no incêndio com seus pais, segundo as primeiras informações.
Mais quatro esquiadores alemães, todos de 13 anos, e três treinadores também morreram no incêndio, que ocorreu quando o funicular se achava no túnel que o levaria à montanha gelada de Kiltzsteinhorn.
A polícia de Munich (sul da Alemanha) tinha anunciado que 30 esquiadores bávaros se encontravam provavelmente entre as vítimas.
Este acidente é a maior tragédia na história do esqui alpino, estimou o secretário-geral da federação, Helmut Weinbuch, ao revelar que 155 pessoas, entre elas 70 estrangeiros, morreram no acidente.


