Cairo - O egípcio, suspeito de ter fabricado os explosivos usados nos atentados de Londres, detido ontem de madrugada no Cairo, ''negou qualquer participação'' no episódio, informou um comunicado do ministério egípcio do Interior. Magdi Mahmoud Moustafa Nashar, de 33 anos, ''está sendo interrogado para se confirmar se está ou não envolvido nas explosões em Londres'', de acordo com o texto.
Ele ''declarou que foi à Grã-Bretanha para estudar na Universidade de Leeds (300 km ao norte de Londres) e residia no país desde 2000, para tentar obter seu doutorado, o que conseguiu neste ano''.
O homem foi detido no bairro popular de Basatin, em Maadi, um subúrbio do sul do Cairo. A rede de televisão americana ABC havia anunciado anteriormente a detenção do suposto ''químico'' na capital egípcia. Segundo a ABC, Magdi Nashar abandonou a Grã-Bretanha duas semanas antes dos atentados. O FBI de Carolina do Norte (sudoeste) esteve envolvido na investigação, já que o egípcio suspeito teria estudado também na Universidade Estatal da Carolina do Norte em 2002, informou a rede americana.
Um funcionário do ministério egípcio do Interior indicou por sua vez que Nashar obteve a licenciatura em Ciências em 1994, na Universidade do Cairo, e colaborou com o Conselho Nacional de Pesquisa. Depois de confirmar a detenção no Cairo de um homem vinculado aos atentados, sem divulgar seu nome, a polícia britânica informou que ''acompanhava'' o desenrolar do episódio. ''Acompanhamos os acontecimentos'' relacionados com a detenção, na capital egípcia, declarou o chefe da Scotland Yard, Sir Ian Blair, à imprensa, depois de visitar uma mesquita no centro de Londres. ''Se for necessário, enviaremos policiais ou pediremos sua extradição'', acrescentou.
Esta seria a segunda detenção como parte da investigação dos atentados, depois da de um homem de cerca de 30 anos efetuada em Leeds, no condado de West Yorkshire, na terça-feira passada. A BBC informou que o egípcio teria confiado as chaves de seu apartamento em Leeds aos terroristas.

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