Suspeito de atentado em Berlim é morto na Itália
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sábado, 24 de dezembro de 2016
France Presse 

Roma - A polícia italiana matou o suposto autor do ataque a uma feira de Natal em Berlim nesta sexta-feira (23) em Milão, no Norte da Itália, dando fim a uma caçada de quatro dias na Europa.
O ministro do Interior italiano, Marco Minniti, declarou que o tunisiano Anis Amri é "sem dúvida" o autor do ataque na capital alemã, que fez 12 vítimas e feriu outras 50.
O grupo extremista Estado Islâmico (EI), que reivindicou o ataque, divulgou um vídeo no qual Amri jura lealdade ao EI. No vídeo, o homem explica sua intenção de vingar os muçulmanos vítimas de bombardeios aéreos e pede ataques aos "cruzados".
O suspeito, de 24 anos, estava foragido desde que dirigiu na última segunda-feira (19) um caminhão contra a multidão que frequentava o mercado. Segundo o ministro do Interior italiano, Amri foi abordado por uma patrulha de dois policiais quando dirigia de "forma suspeita" perto da estação ferroviária de Sesto San Giovanni.
"Só carregava a arma com a qual atirou. Não tinha celular, levava uma pequena faca e algumas centenas de euros", indicou o chefe da polícia de Milão, Antonio de Iesu, admitindo que a patrulha não sabia que se tratava do extremista.
De acordo com o relato da polícia, Amri estava tranquilo quando os polícias pediram que esvaziasse a mochila que carregava. Então, com um gesto repentino, sacou uma pistola calibre 22 e atirou, ferindo um dos dois agentes, que foi hospitalizado, mas passa bem. O chefe da patrulha reagiu, o suspeito foi ferido e veio a óbito após 10 minutos.
A polícia alemã tem sido fortemente criticada por ter focado a sua atenção durante 24 horas após o ataque em um suspeito paquistanês, finalmente inocente.
Na terça-feira (20), os documentos de Amri foram encontrados no caminhão, mas o alerta de procura só foi emitido na madrugada de quarta-feira (21), dando tempo para o suspeito desaparecer.


