Em entrevista coletiva, concedida sexta-feira em Nova York, durante visita às Nações Unidas, o presidente da República Democrática do Congo (RDC), Joseph Kabila, afirmou que não descarta a possibilidade de que seu pai, Laurent Kabila, tenha sido assassinado por ordem de uma potência estrangeira.
As ‘‘investidgações estão em andamento’’ e até que elas sejam concluídas ‘‘não podemos deixar de lado alguns dos fatos que ocorreram nos bastidores do assassinato’’, disse Kabila à imprensa.
Laurent Kabila foi assassinado a tiros no dia 16 de janeiro no palácio presidencial en Kinshasha, capital da RDC, e, segundo boletim oficial, faleceu a 18 de janeiro no hospital da capital do Zimbábue, Harare, e seu filho assumiu a presidência do país.
Buscando apoio internacional, o novo presidente do Congo visitou, nos últimos dias, os Estados Unidos, mantendo inclusive encontro com o presidente norte-americano George Bush. Em Nova York, Joseph Kabila se avistou com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan.
Ontem, Kabila viajou para a Europa, visitando a Bélgica, país que tem íntimas relações com o Congo (que foi província belga), sendo recepcionado pelos membros do Governo.
O novo presidente do Congo tem enorme interesse em solidificar as relações com os países da Europa e da América, até como meio para fortalecer seu poder. Guindado à presidência pela morte do pai, Joseph Kabila precisa mostrar competência para se manter no difícil cargo.

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