Suspeita recai em vários inimigos
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segunda-feira, 16 de dezembro de 1996
France Presse 
DUBAI - O presidente iraquiano Saddam Hussein e seu filho Udai, ferido num atentado na semana passada, em Bagdá, têm tantos inimigos que a reivindicação de um partido xiita não permite descartar outras pistas.
O atentado no qual Udai Hussein foi ferido na quinta-feira passada foi reivindicado sábado pelo partido xiita da oposição, Al-Daawa al-Islamiya (Chamado Islámico), num comunicado manuscrito recebido pela Agência France Presse em Beirute.
O comunicado, autenticado por Al-Daawa em Teerã, afirma que seus militantes haviam metralhado a comitiva de Udai. Al-Daawa, partido criado em 1958, é considerado ativo no Iraque, apesar da repressão de que é vítima a maioria xiita do país, mas até agora não lhe foi atribuído nenhum atentado espetacular.
Os atentados e as tentativas de atentado contra o regime iraquiano, assinalados durante as duas últimas décadas por diplomatas de Bagdá e pela oposição no exílio, não foram reconhecidos pelas autoridades. O ataque contra Udai Hussein foi uma exceção.
O general Wafic Samarrai, ex-chefe de informações militares refugiado em Damasco, em 1994, acha que o atentado foi feito pela Frente Democrática Unificada, um grupo pouco conhecido e formado principalmente por militantes do Partido Baas.
Os xiita são sempre os suspeitos no Iraque. Em um país governado por poderes sunitas, a maioria xiita sempre ficou desfavorecida.


