A promotoria pública da Venezuela iniciou ontem uma investigação sobre as eleições gerais de domingo diante das numerosas denúncias de fraude feitas por vários candidatos, que relataram falsificação de documentos de identidade e falhas na contagem de votos.
O procurador-geral Javier Elechiguerra dise ter enviado vários funcionários aos Estados de Anzoátegui, Amazonas, Apure, Cojedes, Mérida, Sucre e Táchira para averiguar os fatos. Um número crescente de candidatos estão apresentando queixas de fraude ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE), o órgão encarregado de organizar as eleições.
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, – no poder há 15 meses – foi eleito para um mandato de seis anos e a aliança que o apóia, o Pólo Patriótico, conquistou 60% das cadeiras da Assembléia nacional - o novo Legislativo unicameral, que substituiu o Congresso.
Ao mesmo tempo, foram registrados ontem confrontos violentos na cidade de Mérida, a 510 quilômetros de Caracas, entre simpatizantes do partido governista Movimento Quinta República, do presidente Hugo Chávez, e seguidores do governador do Estado de Mérida e candidato à reeleição William Dávila, do oposicionista Ação Democrática. As Forças Armadas intervieram para acalmar os manifestantes que denunciavam fraude.
O secretário-geral da Ação Democrática, Timoteo Zambrano, foi à sede do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) denunciar a existência de fraude em Barinas, Mérida, Cojedes, Nueva Esparta e Sucre e afirmou que seu partido está disposto a ‘‘levar até as últimas consequências os casos de fraude’’.

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