Suposto Unabomber tenta se suicidar
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sexta-feira, 09 de janeiro de 1998
France Presse Sacramento, EUA 
Theodore Kaczynski, acusado de ser o misterioso Unabomber, tentou se suicidar anteontem à noite em sua cela da penitenciária de Sacramento (capital da Califórnia), informou ontem o comissário adjunto desse condado, Lou Blanas.
Segundo Blanas, Kaczynski foi colocado sob vigilância ininterrupta depois dessa tentativa de suicídio, enforcamento com suas próprias roupas.
O processo do suposto Unabomber, que deveria começar segunda-feira, foi adiado para ontem. Mas Kaczynski impediu outra vez o início do julgamento rejeitando seus advogados e pedindo para cuidar de sua própria defesa.
Kaczynski é acusado de ter enviado durante 18 anos, por ódio à tecnologia e ao mundo moderno, cartas-bomba que deixaram um total de três mortos e 23 feridos.
Theodore Kaczynski, provocou ontem mais uma surpresa em seu julgamento, atrasando a abertura da sessão pela segunda vez em uma semana ao exigir a permissão para agir como seu próprio advogado.
O réu, que deixou um emprego de prestígio como professor para viver como um heremita nos bosques de Montana, tem lutado efusivamente contra as tentativas de seus advogados, apontados pelo tribunal, de basear sua defesa na alegação de que ele é mentalmente doente.
Kaczynski foi acusado em Sacramento por 4 dos 16 ataques com explosivos atribuídos ao Unabomber, o sombrio extremista anti-tecnológico que forçou o governo a conduzir uma das mais longas e caras perseguições da história do FBI.
Se for considerado culpado pelo ataque de 1995 que matou o lobista da indústria madeireira de Sacramento, Gilbert Murray, ele pode enfrentar a pena de morte.
O irmão de Kaczynski, David, que foi fundamental ao levar o FBI à sua remota cabana em Montana, e sua mãe Wanda apareceram no tribunal hoje e pareciam arrasados pelos últimos acontecimentos, caindo em prantos. O próprio Kaczynski não dirigiu o olhar à sua família.
Burrel advertiu que não se apressaria para decidir a questão de como o julgamento deve continuar.
Estamos lidando com assuntos de relevância constitucional, disse.


