O julgamento do suposto Unabomber, Theodore Kaczynski, ficou paralisado ontem, enquanto seus advogados continuam buscando provas psiquiátricas para inocentá-lo da acusação de realizar atentados à bomba por 17 anos.
Theodore Kaczynski provocou ontem mais uma surpresa em seu julgamento, atrasando a abertura da sessão pela segunda vez em uma semana ao exigir a permissão para agir como seu próprio advogado.
Em outro incidente, anteontem, Kaczynski tentou enforcar-se com sua própria roupa, segundo informaram os policiais encarregados de sua segurança.
As exigências de Kaczynski seguem-se a uma semana de impasses legais sobre quem o representaria em seu julgamento por acusações de conduzir uma campanha de 17 anos de explosões em todo o país.
O réu, que deixou um emprego de prestígio como professor para viver como um heremita nos bosques de Montana, tem lutado efusivamente contra as tentativas de seus advogados, apontados pelo tribunal, de basear sua defesa na alegação de que ele é mentalmente doente.
Ele adiou o início do processo na segunda-feira com uma exigência de despedir os advogados Quin Denvir e Judy Clarke e interrompeu uma audiência anteontem para dizer que havia encontrado um novo advogado em San Francisco, Tony Serra, que o representaria com uma defesa ideológica ao invés de psicológica.
Burrel, no entanto, negou o pedido de Kaczynski, dizendo que já era tarde demais no julgamento, que vem sendo preparado há meses.
Kaczynski foi acusado em Sacramento por 4 dos 16 ataques com explosivos atribuídos ao Unabomber, o sombrio extremista anti-tecnológico que forçou o governo a conduzir uma das mais longas e caras perseguições da história do FBI.
Se for considerado culpado pelo ataque de 1995 que matou o lobista da indústria madeireira de Sacramento, Gilbert Murray, ele pode enfrentar a pena de morte.

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