Sunitas exigem fim de milícias no Iraque
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quarta-feira, 13 de setembro de 2006
Folhapress 
São Paulo- O líder do maior grupo sunita do Iraque exigiu ontem que o governo iraquiano, conduzido por um xiita, promova ações para desarmar as milícias depois que 65 corpos com sinais de tortura foram encontrados ontem na região de Bagdá.
Em um dia violento mesmo para os padrões da capital iraquiana, carros-bomba, morteiros e outros ataques também mataram ao menos 39 pessoas e deixaram dezenas de feridos, segundo autoridades.
Dois soldados americanos também foram mortos, um deles ontem em combate na Província de Anbar e o outro ontem por uma bomba colocada à beira de uma estrada ao sul de Bagdá, informou o comando militar americano.
Os atentados têm se repetido apesar do plano de segurança em curso na capital há mais de um mês com 12 mil soldados dos EUA e do Iraque nas ruas.
Adnan al Dulaimi, que lidera o principal bloco político de sunitas do Iraque, pediu que o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al Maliki, cumpra a promessa de desmantelar as facções armadas do país, responsabilizadas por muito sunitas por comandar esquadrões de morte.
''Nós esperamos que o governo cumpra o que prometeu, desmantele as milícias e as considere como organizações terroristas'', declarou Al Dulaimi, líder da Frente do Consenso Nacional, coalizão que detém 44 cadeiras das 275 vagas do Parlamento do Iraque.
A polícia informou que 60 dos corpos foram encontrados durante a madrugada em pontos diversos nas proximidades de Bagdá - a maioria jogada em bairros predominantemente sunitas.
Todos os corpos estavam amarrados, tinham sinais de tortura e marcas de tiros, de acordo com as forças de segurança. Este tipo de assassinato é normalmente produto da ação de esquadrões de morte, operados por milícias xiitas e sunitas, que sequestram e torturam suas vítimas.


